Into the Wild
Selecionei algumas frases do livro Na Natureza Selvagem. Elas nos ajudam a entender melhor a visão de Chris McCandless, tanto por suas próprias palavras, quanto pelas de Jon Krakauer e de seus entrevistados. Confira (em itálico as frases escritas pelo jovem):
Caminho agora para dentro da natureza selvagem. Alex. p.15
Tenho certeza absoluta de que não vou encontrar nada que não possa enfrentar sozinho. p.18
[…] Acho que parte do que complicou sua
vida talvez tenha sido que ele pensava muito. Às vezes fazia força
demais para entender o mundo, saber por que as pessoas eram más com as
outras. Um par de vezes tentei lhe dizer que era um erro se aprofundar
tanto naquele tipo de coisa, mas Alex empacava. Tinha sempre que saber a
resposta certa e absoluta antes de passar para a próxima coisa. p. 30
Saindo de Atlanta para o oeste,
pretendia inventar uma vida totalmente nova para si mesmo, na qual
estaria livre para mergulhar na experiência crua, sem filtros. Para
simbolizar o corte completo com sua vida anterior, adotou um nome novo.
Não mais atenderia por Chris McCandless; era agora Alexander Supertramp,
senhor de seu próprio destino. p. 34
[…] como adepto moderno de Henry David
Thoreau, tinha por evangelho o ensaio “A desobediência civil” e
considerava, portanto, sua responsabilidade moral zombar das leis do
Estado. p. 39
[…] Chris era muito da teoria de que você não deve possuir mais do que pode carregar nas costas numa corrida repentina. p. 43
[…] É nas experiências, nas
lembranças, na grande e triunfante alegria de viver na mais ampla
plenitude que o verdadeiro sentido é encontrado. Meu Deus, como é bom
estar vivo! Obrigado. Obrigado. p. 48
[…] acho que você deveria realmente
promover uma mudança radical em seu estilo de vida e começar a fazer
corajosamente coisas em que talvez nunca tenha pensado, ou que fosse
hesitante demais para tentar. Tanta gente vive em circunstâncias
infelizes e, contudo, não toma a iniciativa de mudar sua situação porque
está condicionada a uma vida de segurança, conformismo e
conservadorismo, tudo isso que parece dar paz de espírito, mas na
realidade nada é mais maléfico para o espírito aventureiro do homem que
um futuro seguro. p. 67
[…] eu rezei. Pedi a Deus que ficasse de
olho nele, disse-lhe que aquele garoto era especial. Mas Ele deixou
Alex morrer. Então, no dia 26 de dezembro, quando fiquei sabendo do que
aconteceu, renunciei ao Senhor. Abandonei minha igreja e tornei-me ateu.
Decidi que não podia acreditar num Deus que deixava uma coisa tão
terrível acontecer a um menino como Alex. p. 71
Como não poucos daqueles seduzidos pela
vida natural, McCandless parece ter sido impulsionado por um tipo de
luxúria que superava o desejo sexual. Seu anseio, em certo sentido, era
forte demais para ser saciado pelo contato humano. McCandless pode ter
sido tentado pelo socorro oferecido pelas mulheres, mas isso empalidecia
diante da perspectiva da rude comunhão com a natureza, com o próprio
cosmo. E assim ele foi atraído para o Norte, ao Alasca. p. 77
Se essa aventura se revelar fatal e
nunca mais tiver notícias de mim, quero que saiba que você é um grande
homem. Caminho agora para dentro da natureza selvagem. Alex. p. 79 e 80
McCandless considerava correr um exercício espiritual intenso, beirando a religião. p. 122
Ele internalizava o desapontamento. Ia para algum lugar sozinho e se culpava. p. 122
Seu filho, o adolescente tolstoiano,
acreditava que a riqueza era vergonhosa, corrupta, essencialmente má – o
que é irônico, pois Chris era um capitalista de berço, com uma aptidão
excepcional para ganhar dinheiro. p. 125
[…] Agora queria que nunca tivesse matado o alce. Uma das maiores tragédias da minha vida. p. 176
McCandless veio para essa região com
provisões insuficientes de propósito e não tinha certas peças de
equipamento consideradas essenciais por muitos alasquianos: rifle de
calibre maior, mapa, bússola e machado. p. 188
[…] McCandless foi longe demais na
direção oposta. Tentou viver totalmente dos frutos da terra – e tentou
fazer isso sem se preocupar em dominar previamente todo o repertório de
habilidades essenciais. p. 189
[…] como é difícil para nós, mergulhados
nas preocupações rotineiras da vida adulta, relembrar quão
vigorosamente fomos fustigados outrora pelas paixões e desejos da
juventude. p. 193
Felicidade só real quando compartilhada. p. 197
Escrita em letras de forma meticulosas numa página arrancada de Taras Bulba, de Gogol, ela diz: ‘S.O.S.
PRECISO DE AJUDA. ESTOU FERIDO, QUASE MORTO E FRACO DEMAIS PARA SAIR
DAQUI. ESTOU SOZINHO, ISTO NÃO É PIADA. EM NOME DE DEUS, POR FAVOR FIQUE
PARA ME SALVAR. ESTOU CATANDO FRUTAS POR PERTO E DEVO VOLTAR ESTA
TARDE. OBRIGADO’. p. 205
[…] McCandless rabiscou um curto adeus: ‘TIVE UMA VIDA FELIZ E AGRADEÇO A DEUS. ADEUS E QUE DEUS ABENÇOE A TODOS!’. P. 206




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